Imperial Tiger Orchestra & Hamelmal Abate (Suíça / Etiópia)
O património dourado da música da Etiópia inspira uma orquestra nascida na Suíça. A musa, presente em palco, é uma das maiores cantoras etíopes.
Castelo, 21 de julho, 00h45. É antigo o fascínio dos europeus pela Etiópia, Terra de Prestes João, pedaço mítico de Cristandade nos caminhos do Oriente. Recentemente, poucas descobertas discográficas foram tão inspiradoras como a série “Éthiopiques”, sobre a idade de ouro da música etíope (anos 1960 e 1970). Raphaël Anker, trompetista de Genebra, foi um dos músicos que se deixou encantar por este repertório e, em 2007, convidou instrumentistas vindos do free jazz, do prog rock, da soul e do funk para reinterpretá-lo. Assim nasceu a Imperial Tiger Orchestra, uma estrutura exuberante formada por músicos, bailarinos e instrumentos etíopes e ocidentais, com o calor rítmico e a complexidade melódica do ethio-jazz transformado em euro-ethio-jazz. A máquina instrumental põe o projeto em andamento, mas é com a cantora convidada, Hamelmal Abate, que ele voa. Rainha da canção etíope, com uma carreira feita no seu país e nos EUA, representa a menos conhecida, mas também grande, música popular dos anos 1980 e 1990, que o álbum “Mercato” (2011) e o concerto de Sines incorporam.
Alinhamento
Hamelmal Abate: voz
Getu Tirfe: dança
Emebet Tizazu: dança
Raphaël Anker: trompete
John Menoud: saxofones barítono e alto
Alexandre Rodrigues: teclados
Cyril Moulas: baixo, phin, guitarra, krar
Julien Israelian: bateria
Luc Détraz: kebero e naal





