Astillero (Argentina)

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O tango na dianteira da modernidade é a proposta de Astillero, a orquestra que Julián Peralta criou para romper com o bonito e atingir o belo.

Castelo, 26 de julho, 21h45. Este não é tango de salão, é tango de avenida engarrafada. Para-arranca, para-choques, fumo, multidões em passadeiras (por vezes fora das passadeiras), buzinas, o sol que queima numa vidraça de um prédio alto, os movimentos da vida quotidiana, a experiência vertiginosa de viver na Buenos Aires do séc. XXI, a segunda maior área metropolitana da América do Sul. Formado em 2005, Astillero encabeça o movimento “tango de rutura”. Conhece a tradição, mas só toca repertório novo, urbano, descomplexamente complexo, onde o tango se cruza com o jazz, o rock, a música erudita experimental. Referência do novo tango, o pianista Julián Peralta, fundador da Orquesta Típica Fernández Fierro (FMM 2009), é o líder e compositor do grupo, responsável pelo papel central que o ritmo ocupa na sua estética. Vem a Sines acompanhado de voz, bandoneons, violino, violoncelo e contrabaixo. Na bagagem traz dois discos gravados: “Tango de Astillero”, de 2006, e “Sin Descanso en Bratislava (Glosas Fuera de Tempo)”, de 2009. Música séria, música a sério, para um dos concertos mais prometedores do festival.

Alinhamento
Julián Peralta: piano
Mariano González: bandoneon
Daniel Ruggiero: bandoneon
Martijn van der Linden: violino
Luciano Falcón: violoncelo
Federico Maiocchi: contrabaixo
Miguel Suarez: voz
Alejandro Diez: diretor de arte