James Blood Ulmer (EUA)

Uma voz e uma guitarra enchem o Castelo de “blues”.

Castelo | 25 de Julho | 21h30

James Blood Ulmer (c) Bill Douthart

James Blood Ulmer (c) Bill Douthart

O dístico colocado no sítio Myspace de James Blood Ulmer diz quase tudo: “o jazz é o professor, o funk é o pregador”. Falta dizer que ele é hoje, principalmente, um homem dos blues e com isto cobre, com uma abrangência incomparável, três vértices fundamentais da música afro-americana. Nascido em 1942, na Carolina do Sul, começa a carreira em bandas de R&B e funk. Já músico maduro, em Nova Iorque, toca com Ornette Coleman, cuja subversão da harmonia do jazz em favor da improvisação livre, atonal, influenciará a sua produção dos anos 70 e 80. Hoje, a sua música é mais estruturada e ganhou ascendência a tradição que o rock tem no seu instrumento (Jimi Hendrix é determinante), bem como, desde o virar o século, a rica história dos blues. Os discos “Birthright” (2005) e “Bad Blood in the City: The Piety Street Sessions” (2007), produzidos por Vernon Reid, são os melhores exemplos do Blood Ulmer actual, cantor de blues do Delta sofridos, agrestes, mas cheios de alma, que teremos o privilégio de ouvir num concerto em que enche o palco apenas com a sua voz e a sua guitarra.

Alinhamento
James Blood Ulmer, voz e guitarra

Mais informação: http://www.myspace.com/jamesbloodulmer

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